terça-feira, 17 de maio de 2016

Versículo do Dia

Versículo do Dia


Não morrerei, mas viverei; e contarei as obras do Senhor.
Salmos 118:17
Estado Laico

Marília BanholzerDo NE10
Poder e religião se confundem na política e causam debates polêmicos


Religião e política são dois segmentos que se misturam desde os primórdios da história da civilização. Hoje, esta relação tem causado polêmica a partir do momento que temas contrários às doutrinas das igrejas ficam travados no Congresso Nacional, por exemplo. Um caso recente é a derrota da proposta de criação da Frente LGBT, de sugestão do deputado pernambucano Edilson Silva (Psol). O assunto foi debatido na última semana na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e negado pela maioria – 23 contra 10.

Para o historiador e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Biu Vicente, as igrejas conservadoras têm se mostrado mais fortes no âmbito político por causa de sua necessidade de se firmar diante da sociedade. “Hoje há, sem dúvida, o fortalecimento da religião no poder. Os grupos étnicos ou religiosos começam a se organizar para se afirmar diante das decisões da sociedade. Da ditadura para cá, por volta de 1970, há claramente o crescimento das frentes mais conservadoras.”

 "Temos que aceitar que é muito difícil separar a influência da igreja na política", Michel Zaidan, cientista político
Desta forma, se em épocas passadas a Igreja Católica exercia forte poder em decisões políticas, agora os evangélicos estão com a bola toda. “Não existem grupos políticos que se denominem bancada espírita, católica ou de outras religiões. Hoje o grupo mais forte e que claramente defende seus interesses são os evangélicos e é por isso que se destacam no cenário”, avaliou o cientista político Michel Zaidan, coordenador do Núcleo de Estudos Eleitorais Partidários e da Democracia da UFPE.
   
Em Pernambuco, dos 45 deputados estaduais eleitos, sete são evangélicos e estão entre os cinco mais bem votados. Já no âmbito nacional, 75 deputados federais e três senadores compõem a frente “mais religiosa” do poder legislativo. Eles não são maioria, mas possuem grande influência nas votações e acabam travando temas polêmicos como casamento homoafetivo, adoção por casais homossexuais, descriminalização do aborto, legalização da maconha. “É intolerável que uma denominação religiosa seja responsável por determinar como será o comportamento dentro das casas das pessoas”, rebateu Zaidan.




Por outro lado, a bancada evangélica busca aprovar assuntos de seu interesse. É o caso do projeto que pretende alterar o ensino em todas as escolas públicas e privadas do País para incluir a doutrina criacionista nas aulas (na qual Deus criou a vida e todas as espécies), e assim disputar espaço com a teoria da evolução proposta por Charles Darwin (todo ser vivo descende de um ancestral comum). 


Na opinião de Michel Zaidan, esse poder adquirido pelos deputados e senadores evangélicos é uma ameaça à laicidade do Estado. “Um estado é laico quando é imparcial em relação às questões gerais, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Se temas são aprovados, ou não, com base no que diz a bíblia, por exemplo, esse conceito fica prejudicado”, explicou o cientista político. Ele ainda critica o posicionamento conservador dos parlamentares da bancada evangélica: “O que mais avança no Brasil são as igrejas neopentecostais, que são as mais fundamentalistas, conservadoras e atrasadas. É claro que isso termina se transformando numa influência negativa nas instituições políticas brasileiras.”



O fortalecimento da bancada evangélica acompanha o crescimento da comunidade protestante no País. Dados do Censo Brasil 2010, último realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), mostra aumento no número de pessoas que se denominam evangélicas. Em 2000, 15,4% da população se encaixava neste segmento religioso, contra 22,2% em 2010. Na contramão, os católicos diminuíram entre 2000 e 2010, saindo de 73,6% para 64,6%.





“Com a proliferação das igrejas, principalmente aquelas que seguem a teologia da prosperidade, elas querem tomar para si parte do poder. Atentos a isso, os partidos políticos buscam esses candidatos de olho nos votos, mas poucos querem saber quais os preceitos a serem seguidos. Ao chegar ao poder, os religiosos, por sua vez, afastam-se dos partidos e buscam decisões que beneficiem os interesses de seus grupos”, analisou o historiador Biu Vivente sobre como os religiosos ganham poder com a política.

Defensor da forte presença evangélica na política, o historiador e teólogo Esdras Cabral alega que as pessoas têm acreditado nos políticos evangélicos porque acreditam neles. “Hoje o grande fenômeno é a igreja evangélica, que cresceu assustadoramente e tem um grande trabalho na sociedade. As pessoas creditaram nela uma confiança não só na área religiosa, mas também na área política”, avaliou o estudioso. Para o pastor e historiador, o crescimento da ala protestante é um movimento que não deve enfraquecer. Segundo ele, esse fôlego foi tomado a partir do momento que leis que “feriam as escrituras sagradas” foram criadas [como a união estável entre pessoas do mesmo sexo], criando na classe evangélica a necessidade de ser ouvida e representada na política.

Ao analisar projetos, o posicionamento evangélico, claro, passa pelo preceito bíblico, que é atemporal, mas também pela questão da atualidade 

Esdras Cabral, teólogo e historiador

Sobre as críticas enfrentadas, o teólogo alerta que algumas delas não são bem fundamentadas. Esdras Cabral nega que os políticos e eleitores evangélicos sejam ultrapassados ou alienados e que afirma que os escritos bíblicos não têm prazo de validade, devendo ser consultados sempre que necessário. “As pessoas às vezes fazem críticas e não conhecem a fundo. Os neo pentecostais não são fundamentalistas. Na verdade, ela [a igreja] não compactua com projetos de lei que ferem o princípio bíblico, como a criação da frente LGBT. Não é intolerância, só não tem como beneficiar esse grupo, porque isso fere os preceitos bíblicos”, rebateu o teólogo.
   
HISTÓRIA - Para se ter ideia de quão antiga é essa relação política x religião basta olhar para a história do Egito (3100 a.C) quando as pessoas cultuavam os faraós como deuses. Dando um pulo nessa linha do tempo chegamos à idade média, entre os anos 476 d.C e 1453 d.C. Naquela época a Igreja Católica exercia forte poder nas decisões dos reis europeus. Também foi nesta fase da história que o catolicismo perdeu parte dos seus fiéis, o protestantismo foi iniciado, e o conceito do estado Laico criado. “É impossível entender o valor da democracia sem levar em consideração a influência da secularidade da cultura e da ética do cristianismo. Temos que aceitar que é muito difícil separar a influência da igreja na política, por mais que se tente buscar o fundamento laico e profano para a política”, pontuou o cientista político Michel Zaidan.

PROLIFERAÇÃO DAS IGREJAS – Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) apontou que, apenas em 2013, cerca de 12 novas igrejas foram abertas por dia no Brasil. Já uma estimativa do ministério Servindo aos Pastores e Líderes (SEPAL), os evangélicos poderão ser mais da metade da população brasileira em 2020. Essas perspectivas são apoiadas em dados recentes levantados pela Receita Federal em 2014 apontando que, diariamente, as igrejas brasileiras arrecadam R$ 60 milhões, num total de R$21,5 bilhões por ano.

O poder renovador do perdão!





Aquele que não pode perdoar destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar. George Herbert



Você já ouviu falar nos irmãos Langley e Homer Collyer? Eles ficaram famosos por causa do compulsivo hábito de acumular objetos . Ambos eram adultos e considerados inteligentes: Langley formado em engenharia e Homer em advocacia. Após perderem os pais, se isolaram em um apartamento na cidade de Manhattan, Nova York, chegando a acumular a incrível marca de 140 toneladas de itens empilhados por todos os cômodos. Os vizinhos começaram a sentir falta dos irmãos e chamaram a polícia que logo constatou : Foram mortos pelos objetos que acumulavam, quando estes caíram sobre eles.

Eis as fotografias de como estava a residência dos irmãos Collyer após ser invadida por policiais. Tão cheia de lixo e detritos que se tornou um grave perigo para os ocupantes e equipes de emergência.



Sala de estar da morada dos irmãos Collyer


Policiais vistoriando as cargas empilhadas


Essa triste história, é como uma metáfora sobre perdão. Se não perdoamos aos outros e a nós mesmos, acumulamos carga em nosso espírito de forma que fica difícil caminhar com fluidez e felicidade. Rancor, mágoa, sentimento de vingança, culpa, podem nos conduzir a um estado tão pesaroso que corremos o risco de sermos mortos pelas próprias cargas que transformam nosso ser em um lugar cheio de lixo e detritos.

Salach, é a palavra hebraíca mais comumente usada para definir o perdão na Bíblia ( Strong 05545), a tradução, é fantástica! " aliviar alguém de uma carga". Salach sempre se refere ao perdão de Deus para com os homens: "É Ele quem perdoa todas as tuas iniquidades e sara todas as suas enfermidades" Sl 103:2.Aleluia! Jesus usou Salach para dizer ao paralítico: "Homem, os teus pecados estão perdoados!" Lc 5:20 e outra vez se lê que Jesus É Aquele que remove nossas cargas nos dando descanso: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mateus 11:28-29.

Assim, todas as vezes que nos sentirmos presos pelo jugo da culpa e da falta de perdão, recorramos a Cristo Jesus, na certeza de que seremos aliviados, perdoados, porque Ele é grandioso em misericórdia, a cada manhã renova seu estoque de perdão. Lm 3:22. Se nós nos movemos em toda sorte de limitações, Deus se move em milagres! No sacrifício da cruz, fomos reconciliados com Deus, através da Cruz fomos libertos do cativeiro do pecado. Mas é preciso ir até Jesus e não fazer como os irmãos Collyer que se isolaram na perigosa companhia de suas cargas. Penso que eles não ponderaram sobre o perigo que elas representavam, isso acontece conosco:  não consideramos perigosas as "raposinhas" que criamos em nossas vinhas e somadas uma a uma, se transformam em toneladas!

Não creio que perdoar seja algo fácil, mas ao lembrarmos que Cristo nos capacita a fazê-lo, perdoar se torna um excelente negócio! Para que conviver com as cargas se podemos entregá-las para Jesus?! Em um dos Salmos, vemos Davi confessar que a carga da culpa estava minando sua saúde, tirando sua paz, até que ele decide ir a Deus e confessar suas mágoas. A partir dai, lhe é devolvida a alegria: Salmo 32: 1-4 diz :”Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido de todo o dia. Porque de dia e de noite tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri: Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu coração”.

Pedir perdão a Deus é uma necessidade nossa. Perdoar quem nos feriu, é uma escolha que Deus nos atribui recompensa:

  • Mateus 6:12 - "Perdoa-nos os erros que fizemos, assim como nós perdoamos os erros que outros fizeram de nós."
  • Lucas 6:37 - "... Perdoem, e serão perdoados."
  • Mateus 6:14-15 - "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai não perdoará as vossas ofensas."

É isso queridos leitores. Espero em Deus que essa mensagem fique guardada em vossos corações para ser aplicada em tempo oportuno. Cada vez que alguém nos ferir ou que nós mesmos venhamos a nos sentir infelizes por algo de errado que praticamos, recorramos a Jesus:"Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo." I João 2:1-2. Lembremos da metáfora dos irmãos Collyer e não acumulemos cargas, elas podem ser o motivo de nossa ruína. 

Deus os abençoe.
Wilma Rejane

segunda-feira, 16 de maio de 2016

15/05/2016 - 14:09
Pentecostes 2016: 2,8 bilhões não conhecem a Jesus
Estudioso diz que no Brasil “falta compromisso com missões”
Internacional Day for the Unreached [Dia Internacional dos não alcançados] é um movimento que reúne ministérios de várias partes do mundo. A data é sempre o dia de Pentecostes, este ano comemorado no domingo, 15 de maio.  O evento visa inspirar e mobilizar cristãos para não se esqueceram da “Grande Comissão”.
Após dois mil anos da ordem dada por Jesus, ainda existem cerca de 2,8 bilhões de pessoas ao redor do mundo que não o conhecem como Salvador. A maioria destes nunca ouviram o Evangelho. Criado pela organização Aliança Pelos Não alcançados, reúne   ministérios de evangelização como Missio Nexus, Bíblias para o mundo, Operação Mobilização e Companhia da Semente. Ainda não existe uma mobilização nesse sentido no Brasil.
“Com mais de 2 bilhões e meio de pessoas que não tiveram a oportunidade de conhecer Jesus, é hora de o Corpo de Cristo tomar uma posição radical e dizer: ‘Isso tem que acabar em nossa geração”, afirmou o pastor Rick Warren, da Igreja Saddleback. Ele fez um apelo par que as igrejas de todo o mundo comprometam-se em orar, contribuir e enviar pessoas para aqueles grupos étnicos que não possuem o testemunho de Cristo nem as Escrituras em sua própria língua.
A aliança de ministérios acredita que é preciso trazer de novo o foco da Igreja para a seu chamado de levar a mensagem da cruz até aos confins da terra.  “Se cada seguidor de Jesus pudesse entender realmente o que Deus os criou para ser, e ir aos lugares onde Ele não é adorado, isso iria mudar a história de missões e também do mundo não alcançado”, apela Andrew Scott, presidente da Operação Mobilização, uma das maiores agencias missionárias do mundo.
A escolha do dia Internacional ser justamente o Pentecostes é para ressaltar que nesse dia em que o Espírito Santo veio sobre os primeiros seguidores de Jesus, trouxe junto a capacitação e a responsabilização de que eles compartilhassem o Evangelho com todos.
John L Pudaite, presidente do Bíblias Para o Mundo, ressalta: “Não vamos esquecer que o retorno de Cristo está ligado ao fato de todos os povos ouvirem a boa nova. Não estamos marcando uma data para Segunda Vinda, mas podemos ser parte do último grande mover de Deus, algo predito nas Escrituras. Este é um privilégio e uma responsabilidade profunda”.
Teologia de prosperidade atrapalha
Com a experiência que acumulou ao longo de décadas divulgando o trabalho missionário transcultural no Brasil e no mundo, o missiólogo e estudioso de missões, David Botelho faz um apelo à igreja brasileira.
“Nos últimos 20 anos a igreja quase quadruplicou em tamanho, prosperou em finanças… Estima-se que 1/4 da população brasileira é evangélica, mas é superficial na vida cristã, a igreja se tornou rica e abastada, mas sem visão”, lamenta.
Para ele, “A mídia evangélica tem influenciado com a teologia da prosperidade, formando uma mentalidade materialista e mundanista, aumentando a estrutura de poder das denominações. O discipulado é fraco e não atende a todas as necessidades da igreja, que tornou-se intelectualizada voltada para os seus próprios interesses”.

O estudioso não está otimista: “A falta de espiritualidade resultou no desinteresse e falta compromisso com missões. Os missionários têm sido negligenciados em todas as áreas de apoio”. Com informações de Day For The Unreached

Evangelho do dia

Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. - Mateus 5:8

       OFICINA: Apresentação Classes de Adultos -  22/05/2016 as 07:30 h
A ESCOLA BÍBLICA COMO DINAMIZADORA DO ENSINO